Assembleia Geral

Nilsa de Deus

Nilsa de Deus é licenciada em Medicina Veterinária pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em Moçambique, e doutorada pela Universidade Autónoma de Barcelona, em Espanha.

Entre 2008 e 2011, trabalhou no Centro de Investigação em Saúde da Manhiça (CISM), em Moçambique, onde coordenou um estudo de caracterização imunológica de crianças expostas ao HIV, mas não infectadas. Posteriormente, através da European Foundation Initiative for Neglected Tropical Diseases (EFINTD), realizou um pós-doutoramento dedicado à avaliação do impacto da vacina contra o rotavírus em Moçambique.

Desde 2011, integra o Instituto Nacional de Saúde (INS), onde, entre 2011 e 2015, exerceu o cargo de Chefe do Departamento de Pesquisa, liderando diversas iniciativas, incluindo o desenvolvimento da primeira Agenda Nacional de Pesquisa em Saúde.

Actualmente, na qualidade de investigadora sénior do INS, lidera uma equipa envolvida em vários projectos de investigação, incluindo ensaios clínicos. As suas principais linhas de investigação abrangem a imunogenicidade das vacinas contra a poliomielite em crianças, com vista a informar políticas globais para a erradicação da doença; a epidemiologia do rotavírus e de outros agentes causadores de diarreia em crianças; o impacto e a efectividade da vacina contra o rotavírus; e a epidemiologia e caracterização genética do SARS-CoV-2 em crianças.

É presidente do Comité Institucional de Ética do INS (CIE-INS) e coordenadora do programa de pós-graduação em Ciências da Saúde, implementado em colaboração com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Brasil.

É, igualmente, professora auxiliar em duas instituições de ensino superior e tem supervisionado e orientado mais de 40 estudantes dos níveis de doutoramento, mestrado e licenciatura. No domínio da produção científica, é autora e co-autora de mais de 60 artigos publicados em revistas científicas indexadas com revisão por pares.

A investigação em saúde é um investimento no futuro de Moçambique. O nosso compromisso é assegurar que a Fundação trabalhe com transparência, ética e rigor científico, apoiando os investigadores e as instituições nacionais na produção de conhecimento que responda às reais necessidades de saúde das populações.